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Bom Proveito

Bom Proveito

Esquecemos o mais elementar....

28
Fev19

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Hoje tomei o pequeno almoço com o meu filho, que vai, hoje, para um estágio profissional no estrangeiro. Uma conversa boa. E está um homem. E como lhe digo muitas vezes: "Estás encolhido! Tens frio?" "Não, ando sempre um pouco encolhido". E sorriu.

Digo sempre, a quem quer que seja: "costas direitas!" E cada vez compreendo melhor porquê.

Às vezes dou por mim também encolhida. E dou-o com muita facilidade. Faço hata yoga há muitos anos. Um yoga tipo pilates mas em versão yoga. Aprender a respirar e a distender. Dar conta do corpo, dos músculos. Tudo dos pés à cabeça. No sítio. Uma consciência que se aprende a ter.

Somos alma e corpo. Há muitas visões sobre a alma e o corpo. A minha ensina-me, e eu verifico no meu dia a dia, que a alma pode mudar o corpo. E o corpo pode ajudar. Como? Olhando em frente. Para ver a paisagem completa. Para isso as costas devem estar direitas. "Sabes mãe o Jordan Peterson diz que a primeira regra de vida é endireitar as costas...". Já me tinha esquecido deste livro que lhe dei há meses quando o psicólogo canadense esteve entre nós.

Tendemos a esquecer o que há de mais elementar. Que estupidez! Principalmente porque são mais as razões para olhar em frente, do que para outros lados...

 

Endireita-te! Verás a diferença.

BOM PROVEITO!

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

 

Pedrogão: a grande barracada!

25
Fev19

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Pedrogão Grande: a barracada! Até parece um filme. E a merecer óscar. Pedrógão: a Grande lição de que assim não dá. Então o que estão a fazer todas aquelas coisas num barracão? Ou barracões. Sim, os sítios que têm as coisas que foram doadas a quem precisa delas depois dos incêndios, está lá. Os Barracões estão lá. Com as coisas. Colchões, camas, electrodomésticos.

A apodrecer. E a serem distribuidas a quem não precisa delas, testemunham. Foi na reportagem da Ana Leal que se voltou a isto. Ainda bem.

E agora dizem que "andam" a investigar. O mesmo é dizerem que está tudo under controle.

Mas investigar o quê? Ok, a justiça é lenta, não nasci ontem. Mas meus Deus, é preciso fazer um boneco?

Cheirava mal na Igreja, pois cheirava. Demorou tempo a começar a arrumar a casa. Pois demorou. Mas a semana que passou foi um virar de página exemplar. O Papa Francisco sabe que não se brinca. E já tomou medidas. Por cá D. Manel Clemente também. Chega!

E o Barracão? Pedrógão não tem o peso milenar da Igreja. E porque demora?

Cheira mal, é crime.

Dêem as coisas às pessoas, porra! E então façam PROVEITO!

Ou "dar o seu seu dono", já passou de moda?

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

 

 

 

O que acorrenta a escrita?

21
Fev19

Mas  é como as cerejas, e associei o título deste evento literário com o escrever. E de como vai o estado da arte do nosso escrever.

Não encontro na espuma dos dias da escrita nada de substancial. Salvo raras excepções. A espuma dos dias não é nada de por de lado. A espuma dos dias são as nossas vidas. O barro de cada dia que nos é dado hoje. Como as ondas que vêm umas atrás das outras. O problema é que a espuma não vem solta, no ar. As ondas são as ondas do mar. A espuma é do mar. E o Mar, quem dele fala?

 

O que leio é tantas vezes o que convém. E o tutano? Falta a coragem de escrever as palavras todas. Faltar amar a Luz. E ama-se a confusão. E ergue-se  a bandeira do vale tudo o mesmo. Foi assim desde sempre. O que "acorrenta" a escrita é amar as trevas. Preferi-las à Luz.

 

Na semana passada li o que escreveu António Lobo Antunes, na Visão, a linhas tantas: "Como dizia o meu amigo Eugénio isto [do escrever] é um ofício de paciência e o escritor não passa de um relojoeiro das emoçõees, digo eu, a tentar fazer coincidir os ponteiros da alma com os do tempo. E o livro uma natureza-morta de emoções. Sopra-lhes vida, tu. Sopra-lhe tudo o que és, segundo a técnica de Deus com o barro inicial."

 

Bom PROVEITO!  de uma leitura desacorrentada do Prólogo do Evangelho de S.João:

 

No princípio era o Verbo [Logos],  e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.  Ele estava no princípio com Deus.  Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.   A vida estava nele e a vida era a luz dos homens.  A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.

Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João.  Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele.   Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz,   a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem.  O Verbo estava no mundo o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu.  Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 

 

Quem tem sede venha; 
quem o deseja, receba gratuitamente a água da vida 
(Ap 22, 17).

Pastorinhos e santos? As pessoas não são cretinas de todo!

20
Fev19

 

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Francisco e Jacinta são hoje os santos celebrados pela Igreja. Nossa Senhora apareceu-lhes na Cova da Iria e contou-lhes notícias do Céu e da Terra. Eles acreditaram e passaram a rezar o terço todos os dias, como Ela lhes pediu. Pela paz, no mundo, e nos corações. E fizeram sacrifícios, e nada os detinha que os fizessse ignorar o que lhes fora pedido por aquela senhora tão linda, mais brilhante que o sol. Lembra-me isto a pergunta um dia feita por T.S. Elliot : "Foi a Igreja que abandonou a Humanidade ou a Humanidade que abandonou a Igreja? A pergunta de T.S.Elliot continua actual. Há uma crassa falta de conhecimento do que é a Igreja  e do que é a Humanidade. Isto a ponto de uma equivocidade que impossibilita o diálogo.

 

Quem foram estas crianças que ficaram inabaláveis perante a ameaça de serem fritas em azeite a escaldar se não contassem os segredos? Mas um segredo não se conta. Impecáveis estas crianças. Simples, por isso escolhidos para tamanha epopeia.

Como era Francisco com o seu Deus escondido? E a doce Jacinta o que dizia do seu querido Jesus? Poucos o sabem, porque Fátima é reduzida a um covil de ladrões, a temas que escandalizam. Sobre tudo o que é mesmo verdade e edificante, nada se diz.

 

Apenas registo que na horinha do aperto as pessoas batem à porta de Fátima. E choram, mesmo não sabendo rezar mostro "meu olhar, meu olhar, meu olhar", como à Senhora da Aparecida, a mesma Mãe. Temos mãe, lembrou o Papa quando cá esteve a última vez em Fátima. Lá no fundo não somos cretinos de todo e para lá corremos. Eu rezo o terço cada dia e sei que eles não me abandonam. O pedido da nossa Mãe chega a mim, que sou portuguesa. Que eleição! E que responsabilidade! Vou também reler o que aconteceu em Fátima, nos livros. Entretanto vou rezando o terço, todos os dias. 

Rezo agora especialmente pelos dias que no Vaticano não se avizinham agradáveis, de 21 a 24 de Fevereiro, nos quais o Papa se reune com bispos e cardeais do mundo inteiro, para debater o problema e as soluções em torno dos abusos sexuais de menores por membros do clero. Consola e bombeia-me saber que a Deus nada é impossível e que uma alma que se eleva, eleva o mundo. "Cantemos unidos a uma só voz: Francisco e Jacinta, rogai por nós!!

 

BOM PROVEITO!

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

 

 

Parent plus e Parent less?

19
Fev19

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Não falamos de parentes. Mas sim da lei que está para sair em França para apaziguar os casais homossexuais. Para não suscitar susceptibilidades, por exemplo, um casal homossexual masculino, porquê ir buscar o nome "mãe"? Vice-versa. Não entro hoje na questão da distinção essencial entre pai e mãe, aliás até porque já é tema recorrente nos meus blogues.

Hoje é para dizer: mas que peso e que medida! E que meter de pés pelas mãos. E que arbitrariedade e que discriminação! Não se foge a um critério, nunca.

Ora neste caso o P1 é mais que o P2. Há uma paridade muito fraquita.

O Ministro da  Educação, Jean-Michel Blanquer,  bem o sabe, mas é mentira o que diz: «Parent 1, parent 2, c’est absolument pas l’idéal, puisque ça a l’air d’installer une hiérarchie entre les deux parents». Ó Senhor Ministro, não tem ar de hierarquia, é mesmo uma hierarquia. E espetam-se dois algarismos.

Sem querer (porque nem sequer posso), não entro na intimidade de ninguém, e aqui vai um dos Diálogos possíveis:

-Não há aqui mais conversa, ficas tu como o Parent 1, está decidido, mor!

-Eu sei que o dizes por amor, mor.

-Sim. Mas mor, a amor é amor!

- Mas tive uma ideia  melhor, vai ser ele a escolher.

 

BOM PROVEITO!

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

 

 

O novo bispo do Funchal é mesmo porreiro!

17
Fev19

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Palavras preciosas ouvi há uns tempos do Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Nuno Brás.  Hoje, dia em que entra no Funchal como novo bispo dessa diocese, recordo um encontro no qual participamos os dois.

Perguntou ele na Homilia da missa que então celebrou: porque encolhemos o coração? Por que deixo cegá-lo? Por que não o deixo ao incremento do espanto? Por que que não saboreio ao tutano o que me acontece? Que miopia é essa? O que me leva a "engolir" rígida e sistematicamente o que me põem no prato? O que me encoraja a desistir de olhar, de arriscar? Por que raio encolho o desejo e fico na hesitação?

Um bispo é "atraente" porque vem das mãos dos 12 que um dia Jesus Cristo escolheu. Já cá cantam há mais de 2000 anos. É obra. Corro para a alcançar?

O Bispo fez a Homilia derretido em firmeza, fé e ternura.  Porque era e é domingo e é bom, muito bom. 

D. Nuno entra na Madeira pare evangelizar, não para fazer turismo. Disse hoje que não era político, mas sim bispo. E este é daqueles a quem nada falta. Faço-me entender, Vaticano?

BOM PROVEITO!

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

 

 

O primeiro a chorar chorou "melhor"...

16
Fev19

Imagem do filme  "A Paixão de Cristo" , de Mel Gibson, cena em que Jesus promete ao bom ladrão

"Ainda hoje estarás comigo no paraíso!"

 

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A Revista Visão desta semana tem  na capa  o tema recorrente dos abusos sexuais por padres e bispos sobre inocentes, crianças, jovens, freiras, e sei lá que mais . Faz a capa dando notícia do livro "No armário do Vaticano", de Frédéric MARTEL, conhecido jornalista francês que, desta vez, fez uma investigação de 4 anos,  em 30 países, tendo recolhido mais  de 1000 testemunhos.  Até poderia ir mais longe, mas o  livro tinha que ser lançado no 1º dia do encontro do Papa com Bispos e Cardeais de todo o mundo para tratar  convenientemente este assunto . O Encontro tem lugar em Roma, e termina a 24 de Fevereiro.

São  muitos, mesmo dentro da Igreja, que tem ocultado estes comportamentos desumanos, estas vidas duplas. Que vergonha, os que eram supostos dar o exemplo, fazem coisas horrendas, no mundo e também em Portugal. O artigo diz mesmo que tudo isto pode abalar a Igreja. Mas não. A Igreja é inabalável, está construída sobre a rocha. E Pedro... bem sabemos que não foram ocultadas as suas limitações. Antes pelo contrário, o galo até cantou três vezes!

Quem fica abalado para a vida toda são os violentados. As feridas emocionais ficam para sempre. Não se pode fazer delete, como nos computadores. Vale a pena ler neste artigo da Visão, os relatos das vítimas.  Como ler o artigo do Observador a este respeito.  Ficam abalados também os que abalaram os que não podiam falar. Havia quem não pudesse abalar, quem não tinha outra casa.

Não estou aqui a defender o indefensável. Dizer apenas que a Igreja é antes de mais uma vida, um corpo de homens e mulheres tendo como cabeça Jesus Cristo, o seu fundador. É assim que a Igreja se apresenta. É desta que falamos. E não a da que as nossas cabecinhas pensantes inventam por medida. É desta que fala o Papa. 

Estes artigos  e livros por muito bom o ajudarem a vir à tona o que não deve ser oculto, tendem a ficar pelo enxovalho,  pelo que vende. Há tanta coisa nesta Igreja que devia vir ao de cima pelas melhores razões. Porque não se escreve sobre isso? Eu acho que se deve escrever sobre tudo. Eu acho também que não se deve ficar pelo feio. Mostre-se tudo. O conhecimento é uma coisa muito bonita!

Mas não nos podemos esquecer que Martel (o) há só um! Falo do que interessa. Do martelo que mudou a História e a liberdade . Goste-se ou não. FACTOS. Falo do MARTELO que pregou o Filho de Deus e continua a pregar aqueles que têm o privilégio de serem também martelados. Por amor. É uma outra visão, que não faz manchetes, e é ocultada. Porque será? Eu tenho uma ideia. Não nasci ontem.

Brincar às casinhas?  Sim, adoro. Mas não com inocentes e criminosos. 

Não vou antecipar a reunião de Roma. Só dizer que este inferno odeia. E o ódio mata. Mas dizer também que houve um Homem que chorou por todos. Era Deus, e sabe lá lá Ele porquê, mas a liberdade é incontornável.

Paradoxalmete o Paraíso está entre nós... BOM PROVEITO! 

 

2 Pedro 1, 10-11 
   " Irmãos, esforçai-vos cada vez mais por assegurar com boas obras a vossa vocação e eleição, porque deste modo não pecareis jamais. E assim vos será largamente oferecida a entrada no reino eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo. "

O meu momento Dona Dolores

13
Fev19

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Os médicos aconselharam-me a comer muita banana, por causa do potássio, como sabem. É engraçado que então passei a comer todas as manhãs uma banana. Estou agora especialista, e realmente as melhores são as da Madeira.

Aproveito essa pausa para me refocar no essencial. À pala do potássio, ganho em força, em consciência e recomeço o dia, sem perder tempo com coisas que não interessam para nada. Estratego. Quero a baliza.

Isto passa-se já há algumas horas, porque eu acordo com a aurora e aí sim, rezo com a Igreja toda, com o Papa Francisco, e com todos os que ao acordar, agradecem a vida. Junto-me também sempre àqueles que sofrem, ou por pobreza, ou por doença, ou solidão. Penso nos que morreram, penso no Céu e em especial naqueles meus entes mais queridos que já partiram. E olho para a História, e comparo-a com o dia que está a começar. Isto em segundos. Como num filme. Agarro-me à Liturgia das Horas e encho o peito de ar, ainda meio ensonada.

Sei que sou impotente e não posso mudar o mundo. Mas sei que quem sustem tudo isto não dorme, e lá sabe o que faz.  E sei que sem mim tudo seria diferente, não vale mentir-me...

O meu momento Dona Dolores faz parte desta sabedoria que aprendi ao contemplar a natureza e a vida. E lembro-me que a Madeira, tal como o meu coração, é um jardim. E orgulho-me dos filhos. Os dos outros e os meus. E vou à luta porque apesar dos dados estarem sempre antes de mim, sou eu que quero as rédeas da minha liberdade. E nada há que me separe de cada pedaço de vida em que tropeço. Arregaço as mangas, e levanto o dia.

Vai uma banana? Um momento Dona Dolores?

BOM PROVEITO!

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

 

 

 

Modelos de sucesso que não são sucesso nenhum!

11
Fev19

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Dizem-me de todos os lados que o que importa é ter sucesso. Então ser uma mulher de sucesso! 

 

Quem não quer ter sucesso? Mas aqui o ponto é saber o que significa ter sucesso. Cada um de nós estabelece metas, faz planos, nivela, e nem sempre tem claro o que quer e o que deseja.

 

São as audiências, os golos, os votos, a popularidade, a imagem, o peso, os likes, os shares, as vendas, as visualizaçóes, os rankings mundiais, os top, os óscares, os bafta, as peles de 70 que se apresentam com pele de bébé, eu sei lá...

 

Tudo mais ou menos bom. Importa contudo lembrar que a base do sucesso é quem sucede, quem acontece, quem muda e faz mudar. Sem uma sólida noção do que valem as coisas, tudo o mais é nada. Interessa o que dura, o que faz bem, o amor. Voltamos ao início. E o que é o amor?

 

É perguntarmos ao "coração", que ninguém nem nada pode enganar. No sentido do coração que tínhamos quando eramos  meninos, e que nos foi roubado ( e continua a ser) por quem pensa deter as rédeas da vida.

 

É escusado impingirem-me modelos de sucesso que são um caminho dourado para o esgoto que afoga quem não sabe nadar, nem pode viver do alimento que nada alimenta antes leva à morte. É a diferença entre o Poder e a Glória. Conhecem? Se não conhecem, leiam e BOM PROVEITO!

 

Às vezes dá-me para AMUAR...

07
Fev19

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Gato Fedorento - foto tirada da net

 

Às vezes dá-me para amuar. Mas chego sem grande dificuldade a reconhecer que não leva a lado nenhum. Ou se há casos em que leva, há melhor caminho. E melhor destino.

 

Ter vidinha é bom. A não ser que por "vidinha" se entenda uma vida chata, quadrada, rotineira, morta, sem a surpresa do instante. Porque, com tudo pesado, a vida é uma vidinha. Somos muitos, de tantas cores, religiões, filosofias, enfim um ponto na areia, ou uma estrela no céu. Esmagados com facilidade por um qualquer castanheiro, mais do que ele por nós, temos esta consciência, um dos aspectos da nossa humanidade. Como é que cada vidinha pode ser tão poderosa, a ponto de tocar a vida dos outros?

 

Pergunto isto porque a presença que cada um de nós é, é um grito, mais ou menos gritante, muitas vezes silencioso até, de reconhecimento dos outros. Olhem para mim, fizeste-me isto e aquilo, liguem-me, expliquem-me. Não? Então dou por mim a amuar. Penso que assim ganho empo, mas não. Vira-se o feitiço contra o feitiçeiro.

 

Amuar diz muito do somos e do que queremos. A razão de tudo isto é  que eu tenho um valor, que a mais das vezes eu não sei estimar. "Deus ajuda quem  se ajuda a si", diz o povo e é verdade. Mas que o outro me estime pode ajudar.

 

E vai tudo isto para a vida em paz que todos desejamos. O melhor caminho é fazer, cada um, o trabalhinho de casa. Prioridades, objectivos. Planear e executar. De boas intenções está o inferno cheio. Cantas mas não me animas.

 

Olho daqui para os amuos das figuras públicas, que vejo nas redes sociais. Nem preciso de fazer um boneco. Sabemos do que falo.

 

Quero desatar, desamuar. Hoje. Amanhã pode ser tarde. É muito bom fazer o que pode ser já feito hoje. Ajustes e desajustes. Tenho verificado na minha vida que é assim. Adiar? Não.

 

E ao desatar um nó, acontece desatar o universo. Não é que eu faça contas, mas já tenho visto que é assim. Mandelas, Madres Teresas...

 

Experimentem, e BOM PROVEITO!

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

 

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