Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bom Proveito

Bom Proveito

Henrique Leitão, o Navegador!

29
Mar19

henrique.jpg

Junto a minha voz ao DN   - Dois milhões. Cientistas portugueses ganham mais duas bolsas milionárias. E ainda dizemos que "santos da casa não fazem milagres" !

Principalmente a Henrique Leitão,  um Navedor especial, que tenho acompanho de perto, que acaba de receber dois milhões de euros, que vão servir "para contratar mais investigadores e fazer as missões necessárias a . vários arquivos em Portugal, Espanha e, provavelmente, também a Inglaterra e Holanda", explica ao DN o físico, historiador das ciências e investigador da FCUL​​​​.

O objetivo do trabalho "é estudar os primeiros roteiros roteiros de navegação portugueses e espanhóis, que são os primeiros documentos europeus, e possivelmente do mundo, que mostram informações sobre ventos, correntes, geomagnetismo e outros, à escala do planeta, para perceber como essa informação gerou a conceção da Terra como um mundo global", adianta Henrique Leitão.

Em causa está o estudo de muitas centenas de documentos, sendo certo que muitos não são sequer ainda conhecidos. "Com o nosso trabalho pretendemos fazer esse levantamento global, e depois estudar esta documentação de uma forma que nunca foi estudada", sublinha o investigador.

Henrique Leitão redescobriu a história da ciência em Portugal. Para o fazer, mergulhou nos arquivos do país que estavam por estudar e explorar e, nas duas últimas décadas, descobriu uma série de novidades sobre história da ciência portuguesa dos séculos XVI e XVII, o que lhe valeu o reconhecimento do Prémio Pessoa, em 2014. Esta bolsa reconhece igualmente a excelência do trabalho feito, e abre a porta a mais novidades.

 

Last, e the least, com uma família numerosa, e dedicado a ela e ao seu trabalho, num fim de tarde, na FNAC do Chiado sobrou-lhe tempo para apresentar um dos meus livros. Apresentou-o como ninguém. Leu as 547 páginas. E  apresentou-o mesmo.

Obrigada. Como me disse uma vez um professor do Liceu : "Fátima, o trabalho compensa!"

"Burn in" é que é!

28
Mar19

fogo.jpg

A Revista Visão tem na capa  "BURNOUT. Manual de Resistência". Veio mesmo ao encontro de uma das minhas reflexões recentes. Ontem pensava no ativismo em que muitos de nós acabam por viver, sem terem um segundo sequer para se sentar. Às vezes o trabalho é tanto que nem dá para ir à casa da banho. Folheei a Revista, não li mas parece-me uma boa coisa de ler. Já está no meu saco.

A Quaresma é fabulosa porque nos dá tempo para ver do avesso. Tenho lido sobre a preguiça, e veio mesmo calhar com a Visão. Bate sempre tudo certo, se formos a ver bem

Espreguiçar-se é outra coisa, é do melhor. Devemos fazê-lo logo ainda na cama. Como  diz a Mafalda Sá da Bandeira, cujo livro tenho na mesa de cabeceira. É esticar-se todo como se quisesse chegar com as mãos e os pés às paredes do quarto. Faz estalinhos e ficamos direitos e distentidos. E a cabeça sossega.

Agora a preguiça não tem nada a ver. Pode até ser uma forma de nos levar a um ativismo de coisas boas, que esconde o medo que muitas vezes temos de parar, respirar, e repararmos em nós. Como se vivessemos numa espécie de véu de ...sei lá o quê.

Do que tenho medo? É que dentro de mim arde um fogo que arde sem se ver. E fui ler Camões. E burn in, on and on...

Eu não tenho medo, porque , mesmo doendo, do amor ninguém foge...

Deixo um aperitivo :

"Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê; 
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê."

 

BOM PROVEITO!

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13)

 

E deu-me esta atração a mim!

27
Mar19

JUan-pablo-II.jpg

Menino da sua mãe, actor, mineiro, desportista, filósofo. Principalmente grande papa, grande diplomata, grande santo, grande homem!  Por isso atraiu  multidões. Pensou gobal mas viveu local, próximo de cada um, independentemente do credo e da cor. Foi Deus e deu-me esta atração a mim.

Abandonou carreiras para se entregar a Jesus. Prioridades. Amor. Quando aceita a vocação sacerdotal, já lhe tinham morrido mãe, irmã e por fim pai. Só, começa então uma vida de companhia. Até ao último suspiro.

Dois atentados e no fim, já quando não falava (aquele Domingo de Ramos, uma semana antes da sua partida, em que aparece à janela, e não consegue dizer uma palavra, uma imagem que fez a capa de todos os jornais do mundo) disse que seria melhor morrer.  Sempre "no ir", até ao fim.

Digo isto hoje porque ontem à noite parou no meu computador um Documentário sobre a sua vida, baseado no testemunho de um homem que o acompanhou cerca de 4 décadas, Stanislau Dziwisz, seu secretário pessoal. E eu, que nesta Quaresma decidi ler e ver filmes sobre santos, fui ver. E só ganhei. Cresci porque vi durante cerca de duas horas um homem fabuloso. Um exemplar de HUMANIDADE.

É olhando para pessoas assim que vemos o que somos. Atraem porque puxam para fora o melhor de nós. Eu quero ser assim.  Vi-o várias vezes e numa delas, quando eu estava em Luanda, e ele também , claro, estivemos mesmo juntos. O que mais me impressionou no documentário foi o fato de estar tão bem feito que mostra mesmo a riqueza de João Paulo II. A Sua Beleza.

Um santo  dado a estar com todos, a acariciar todos. As mãos que só sabem dar. Um sentido de humor e um sorriso constantes. Uma alegria contagiante, mesmo nos momentos em que aparece em público, já a tremer e desfigurado. Nunca se escondeu nem teve vergonha de se mostar tão doente e em degeneração. Tocou no mundo, nas mãos e nas caras, e deixou uma filosofia que começa a ser estudada. A fenomenologia, sobre a qual tenho escrito nos meus blogs, e que acabou por ser a minha vocação profissional. São João Paulo II atraíu- me também por aí.

E porque sim. E lembrei-me de S. Tomás de Aquino que bem sublinhou que a beleza é o brilho da verdade. Uma atração fatal. Gostaria de ler aquele livro que o pai lhe deu e que o acompanhou até ao fim.

Vou rever o documentário, que recomendo vivamente. BOM PROVEITO!

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13)

 

 

Já sei porque gosto de galinhas!

26
Mar19

galinha.jpg

Tenho uma paixão por galinhas. Na sexta ía escrever sobre o concerto de Ton Koopman na Gulbenkian, mas no sábado li o artigo do Henrique Raposo e perdi balanço. Fica Koopman para outro dia. Como já há muito que queria escrever sobre galinhas, é hoje. É que finalmente, só agora entendi porque é que acabei por fazer coleção. Tenho galinhas lindas, saloias, queques, de pano, de louça, tudo. Este é um post muito materialista, fala de educação, etc, adoro. E responde a esta paixão que sempre tive, e não sabia porquê. É um avanço civilizacional! Meu...

Eu sei que cresci entre pintainhos e adorava o quentinho e as luzes amarelas e vermelhas cheiravam a mistério. A minha avó materna trabalhava numa quinta, e eu passei muitos dias com ela. Embora não tenha sabido "aproveitar" os meus três pintainhos e tenha sido sempre uma galinha muito ocupada, hoje ao lembrar-me desses tempos gozo-os como eles são agora: três belas criaturas, que já saíram debaixo das asas da "mãe galinha" que nunca fui , não sou nem quero ser. Não sou de saudosismos. Vamos todos em frente na festa de viver. A meta é para todos.

Serão sempre meus filhos e filhos do galo que atravessa a sua educação. E a melhor coisa que lhes podemos  dar é cada um, pai e mãe, serem pessoas com "p" grande. É a olharem para nós que eles têm grande chances de serem melhores, apesar de sermos imperfeitos. Isto não vai lá com moralismos, com faríseismo. É amor. Educar é olhar para tudo, da formiga à galáxia. E o olhar deles vê o nosso.

Estão agora os "pintainhos" já lançados! Eu muitas vezes, e desde quase o seu nascimento, lhes dei o nome de "pássaros". E assim serão, ao nos sobreviverem, segundo a ordem natural das coisas.

Eu sou daquelas que me espanto diante da ordem natural das coisas. E está tudo muito bem feito, mesmo quando parece que tudo, ou muito, está mal. Há uma natureza humana

Católica desde o baptismo, por "culpa" da minha mãe. Abracei a filosofia desde muito nova, e nunca mais parei. E as galinhas? Porquê esta paixão? Deparei há dias com estas palavras da Bíblia, que me deram a resposta, e nelas tenho vindo a meditar:

«Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis reunir os teus filhos como a galinha reúne os seus pintainhos sob as asas, e tu não quiseste! 38Pois bem, a vossa casa ficará deserta." 

A minha casa, mesmo com eles a voar e a parar não sei em que montes e vales, está sempre cheia. E assim será, tenho a certeza.

Meditem também e façam BOM PROVEITO!

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13)

 

Não cabe na cabeça de ninguém!

25
Mar19

sem nome.png

Hoje é um dia muito especial. Estamos a 9 meses do Natal, e eu escrevo este post extremamente filosófico (obrigada Joana Marques, adoro-te!, neste caso o título da tua última rubrica). Este "Bom Proveito", tal como o blog que o antecedeu, o Rasante, trata de tudo o que me vem à cabeça ou, em versão mais própria, trata do que me interessa, do que gosto. Como não há nada que não me interesse, gosto de tudo, escrevo sobre tudo. E hoje  escrevo sobre o que mais me interessa. E é muito útil nestes tempos que correm, onde vivemos numa autêntica ditadura do relativismo. Quem não quiser não leia. Mas como dizia sempre à minha irmã mais nova, quando a queria chatear, dizia-lhe que ela tinha sido encontrada no lixo (ela já me perdoou, beijinhos Sú, és mesmo igual à mãe...), ou quando era mesmo o extremo punha-me a respirar ao pé dela e dizia, "o ar é livre!!!! (também fui perdoada, o nosso pai era a ternura em pessoa, e ela puxou a ele...; eu herdei outras coisas extremamente boas, fica para outro dia).

Dizia eu que podem não ler, a tese é bold, mas o ar é livre! Mas é preciso tempo, atenção e paixão! Falo por mim. 

A vida é mesmo misteriosa! Nos bens e nos males, nos espantos diante do belo e diante do sofrimento, em todas as suas vertentes, a física, a moral, a metafísica. E ainda o mal das catástofres naturais  (nem todas naturais no mesmo grau....). Como o que está a acontecer agora Moçambique. E o mundo,  e seus dirigentes, pode outra vez ser bonzinho. Até cai bem uma catástofre assim para as campanhas e para os discursos do costume. Anda tudo ong-siado e feliz por poder ser solidário.

Desculpem o murro na mesa mas estou farta das solidariedades, quero, isso sim uma política como deve ser. Onde estão as nossas cabeças? Muito updated. E pensar, reflectir? É só I PADS! E os I Podes????????????? Não há tempo!

Um post tem que ser pequeno e eu já me espalhei. Quero hoje dizer que quanto maior a pergunta, maior a resposta. 9 meses antes da Encarnação de Deus um Anjo anuncia a uma mulher que é a escolhida para levar Deus na barriga, e levar a vocação de uma vida para o educar e amar. José também foi convocado. O carpinteiro 5 estrelas, apesar dos evangelhos não nos darem nenhuma palavra daquela boca!

Hoje, dia 25 de Março, mais uma vez a Igreja não brinca em servico, e recorda-nos o que se passou naquele diálogo decisivo para mim. Ela disse que sim, e Deus, que não tinha experimentado o sofrimento, veio "assim" para morrer por mim e levar a cruz dos meus decsontentamentos. "Assim"!!!!! Não cabe na cabeça de ninguém! Graças a Deus. Não entendo. Mas entendo que não entendo. O acto de fé é um ato da razão (não do estômago).

Pela enésima vez vou ver o Evangelho Segundo Mateus de Pasolini, cuja humildade e olhar virginal lembram o de José. Ele, um ateu dos sete costados mostrou, como ninguém como tudo se terá passado. Deixo aqui uma versão espanhola do filme. Os josefinos silêncios do filme, ajudam à Quaresma. Bem vinda esta festa da Anunciação, porque sem ela não haveria Páscoa.

BOM PROVEITO!

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13)

 

 

Merkel, porque não fazes antes um Road Costa?

20
Mar19

bolas-de-berlim.jpg

 

No Porto , hoje, AGORA, estão a ser distribuídas bolas de Berlim. Pra dizer que podemos refastelar-nos com elas na praia. Afinal a Europa é nossa amiga. A Europa somos nós, bolas! Mas o autor não é Merkel, como a início pensei, é a Comissão Europeia. Isto é uma iniciativa  extremamente agradável, para contrastar o nome  da rubrica das três da manhã, da Rádio Renascença.

Mas o Porto não é aqui tão perto. E ainda por cima é uma nação. Mas tive uma ideia do carago. Venham na sexta para a avenida de Berna, onde vai ocorrer um grandioso evento sobre "Para onde vai a Europa?", punham uma banquinha à entrada da Gulbenkian, maravilha. Oba! Avenidade  de BERNA...

O Melhor mesmo é um road show, ou um costa show. Não se leve isto politicamente. Quero dizer que se vá  pela costa abaixo a dar bolas. É só isto. Pra mim é com creme.

Já agora, uma pitada de WiKI. A costa portuguesa é extensa: tem 943 km em Portugal continental, 667 km nos Açores, 250 km na Madeira onde incluem também as Ilhas Desertas, as Ilhas Selvagens e a Ilha de Porto Santo. A costa tem belas praias, com variedade entre falésias e areais. Na Ilha de Porto Santo uma formação de dunas de origem orgânica (ao contrário da origem mineral da costa portuguesa continental) com cerca de 9 km é um ponto turístico muito apreciado internacionalmente. Uma característica importante na costa portuguesa é a Ria de Aveiro, estuário do rio Vouga, perto da cidade de Aveiro, com 45 km de comprimento e um máximo de 11 km de largura, rica em peixe e aves marinhas. Existem quatro canais, e entre estes várias ilhas e ilhotas, e é onde quatro rios encontram o oceano.[Com a formação de cordões litorais definiu-se uma laguna, vista como um dos elementos hidrográficos mais marcantes da costa portuguesa. Portugal possuiu uma das maiores zonas económicas exclusivas (ZEE) da Europa, cobrindo cerca de 1 683 000 km².

 

Maravilha. As Bolas e a nossa Costa. Bom Proveito!

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

 

 

Para encontrar tenho que perder!

19
Mar19

 

10470634_840423342675761_6726581598329940966_n.jpg

 

 

Todos procuramos alguma coisa. Ser um bom pai, caber nas roupas de verão, comer saudável, ser amigo, camarada, colega, contruir um mundo melhor, uma casa, um bairro feliz. E podia continuar aqui a manhã toda. Procuro alegria, vida, festa, bom sucesso no negócio, que o dia corra bem. Dialogar. Um mundo com um coração maior. Acabar com a morte, o sofrimento, sei lá! Nem é preciso sentar-me e perder tempo. É trazer ao cimo, à garganta, o coração de menina, que um dia engoli, ou que fui engolindo, ignorando, enterrando-o. E nem dou que estou engasgada. Ou a viver a meias. Mas é simples, muito simples, mudar, para encontrar. Encontrar, ir encontrando.

Como? É uma "regra" que tenho vindo a viver e é mesmo infalível. Para encontrar, ganhar o que desejo e quero, é preciso perder, perder, perder. Paradoxal. Como sempre, e lá me lembro de Chesterton, de que a verdade está no paradoxo.

Já tinha ouvido mil vezes a frase "é preciso perder para ganhar". Nos fados da Marisa, nos Poemas da  Florbela Espanca, no Palma, no Evangelho. E na sabedoria do rei Salomão. 

E "quem procura sempre encontra!" Ai é? Eu não devia andar a procurar bem....

Dou  dois exemplos. Ganhar saúde e caber nas roupas? Perder as vontades de abrir a boca. Quem procura Deus, tem que perder as falsas ideias, perder a ignorância e pedir ajuda a quem percebe do assunto. Fake news!!!!!

Uma coisa é a teoria, outra a prática. Começei a perder o que não tem valor, comparado com o que vale Aquele que procuro. Procuro o Deus que não é apenas o maior em relação aos outros, mas o Deus acima do qual nada superior se pode encontrar. Deu a Sua vida numa cruz, por Amor.

É perder, perder, perder. Tenho então vindo a ganhar um gosto pela vida, pelas pessoas, pelas coisas! Ando até, parece, mais triste. Não, não, estou é mais consolada. E isso não faz barulho. Neste mundo que quase idolatra a mudança, mudei. 

Vamos a perder! S. José fazia isto muito bem.

Junto-me a ele, de quem celebramos hoje o dia. BOM PROVEITO!

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

Post só para católicos...

17
Mar19

lixo.jpg

Há uma passagem do Salmo 42 que proponho para meditar. Agora. “Por que te entristeces, alma minha a gemer no meu peito?”, pergunta o salmista, para acrescentar “ Espera em Deus!" A pergunta : porque andamos tristes?   O que nos faz perder o sorriso, o sono, o apetite e, a muitos, a vontade de viver?  Não há soluçao chave na mão, mas se eu não respondo a estas perguntas, a coisa corre mal.

 

Falo por experiência própria. Sim, porque se n'Ele temos tudo, é Deus, então nada nos falta! A maior tragédia deste mundo é não estar na graça d'Ele e, se ela ainda não nos pesa o suficiente, somos nós que precisamos mudar. Um santo triste é um triste santo. O Cristianismo é o caminhar de uma grande alegria. A maior. Como a vou começar a des-cobrir? A viver? Vitoriosamente, como se nota na cara da Madre Teresa de Calcutá ao salvar aquela criança, que acabara de encontrar, ups!, no...lixo!

Voltemos às nossas tristezas e façamos um exame de consciência. As nossas tristezas denunciam as nossas prioridades! As nossas tristezas apontam-nos o dedo e acusam-nos: Amamos mais as criaturas do que o Criador! É que isto de ser católico não é automático. É uma conquista diária. De uma luta que é minha mas uma luta de Outro.

 
Estamos mais apegados aos bens da terra que ao nosso único e verdadeiro Bem! Sofremos menos por perder a Deus do que por perder as coisinhas deste mundo! 
 
Há remédio. É na oração que iremos, pouco a pouco, fortalecendo a nossa vontade e identificando as nossas tristezas, que denunciam as nossas prioridades!
 
Portanto, quemos estar tristes, sim, mas com as coisas certas, e na medida certa, com as proporções certas! Tristes, sim, mas com sabedoria! Soframos, sim, mas não à toa! façamo-lo sem sermos estúpidos! Se já perdemos neste mundo tanta coisa — dinheiro, pessoas, propriedades, cargos importantes —, não nos esqueçamos que, com a morte, será Deus que "sobrará". Ele basta-nos e nós precisamos convencer-nos disto, aumentando dia após dia a nossa fé! O preço de não o fazermos é sermos arrastados pelos nossos sentimentos, é deixarmos que os instintos animalescos dominem a nossa razão… é terminarmos andando por aí feito burros sem freio, chorando pelo que não deveríamos chorar e alegrando-nos com o que nos deveria fazer temer e tremer (cf. Ef 6, 5).
 
E principalmente queremos também a outra face da moeda: a alegria de quem sabe que o seu Pai é o dono disto tudo! Pai do que perdemos e Pai do que é tão bom gozar! Quem segue Jesus receberá a vida eterna e o cêntuplo JÁ!  As coisas são mesmo boas, 100 vezes mais!!!!! (Mc 10,28-31)  BOM PROVEITO!
 
 
 

Hoje é um dia consagrado ao Senhor, nosso Deus! Não vos entristeçais nem choreis, porque é um dia santo do Senhor. Não estejais tristes, porque a alegria do Senhor é a vossa fortaleza  (Ne 8, 9b. 10b)

 

Tell me something girl...

15
Mar19

cooper.jpg

 

Lady Gaga e  "sir" Cooper soaram-me a bom . Uma espécie de filão meio descoberto, a descoberto neste céu de núvens onde o sol se mantem, mesmo quando está escondido. Eu acredito.

Disseram-me que a realidade é teimosa, e é verdade. Lembram-se dos U2?  Também eles disseram "I Still Haven't Found What I'm Looking For" E agora  o par de Holywood: "Tell me something, girl/Are you happy in this modern world?/Or do you need more?/Is there something else you’re searching for? E "Tell me something, boy/Aren’t you tired trying to fill that void?/Or do you need more?"

Boy, girl! Uma espécie de azul e rosa, far from the shallow now. E estas perguntas levam a voar, filosofar. Estou com Marx e Sócrates. Este último, o "pai" da filosofia por causa do seu "conhece-te a ti mesmo", e com o homem do Das Kapital porque, digo agora ao meu modo, conhecer-me não é ficar sentada, ou na torre de marfim, mas sim transformar.  Contemplar a realidade é transformá-la. Fill the void

Também eu estou far from the shallow now. Como? Discretamente, e por meio uma série de revoluções, às vezes silenciosas, mas com impacto. Mesmo medido a olho nu.

Cada um de nós nasce cheio de talentos. Dêem-me um piano, porque se calhar eu até sou pianista. Quem sabe! Ontem participei numa conversa sobre educação e talentos. Tinha a cabeça cheia de Holywood e Descartes. Ganhei capital para me tornar mais, fazer melhor, far from the shallow. Em companhia! Sozinho não se vai longe. E de pequenino se torçe o pepino. Vamos lá! E que  BOM PROVEITO! 

 

Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

Do it!

12
Mar19

marketing.png

 

Quero deixar aqui quatro notas que me ajudam  a pensar, sentir e fazer a vida, escrevi por outras palavras  aqui anteontem. Desenvolvo hoje a primeira dessas notas. 

A Páscoa começa com uma preparação que nos lembra que não viemos do nada e que vamos morrer. E é a afirmação da maior esperança, a de que viveremos eternamente. Mas é uma certeza baseada em razões. Vem tudo no Catecismo. 40 dias é um tempo razoável para ver essas matérias. Quem quiser aprofunde. Para quem não gosta de catecismos, ler a vida dos santos ensina-nos essa esperança. Que não é vã. Eu fiz uma lista. Começei com a Joana d'Arc. A seguir vèm Catarina de Sena e Inácio de Loyola. Mas há para todos os gostos. 

Pois vamos a Joana. Durante a adolescência teria ouvido vozes que lhe confiariam a missão de libertar a França dos Ingleses e entronar o verdadeiro rei.  Tudo começa  em 1429, tinha Joana16 anos. Com cabelos curtos e vestindo roupas masculinos,  durante cerca de um ano percorre as linhas inimigas, lutando contra os Borguinhões, até alcançar Chinon, onde se encontra com o monarca Carlos VII. Ao ouvir falar desta corajosa guerreira Carlos VII resolve testar a veracidade das suas visões. Para isso,  convida-a ao seu castelo, mas pede que ninguém lhe revele sua identidade. Ordena aos seus nobres que se vistam com elegância e se apresentem como o rei. Joana examina alguns desses supostos monarcas, mas não os reverencia. Somente quando se detém diante do verdadeiro rei Carlos II se curva e o declara como o verdadeiro rei da França.

Desta maneira, o rei nomeia Joana comandante do seu exército e atribui-lhe uma tropa de mais de quatro mil homens. Com estes soldados, ela  liberta a cidade de Orleans em apenas três dias. Assim Joana inicia a missão a que estava destinada: conduzir o rei Carlos VII à cidade de Reims para ser declarado rei. Nesta cidade eram tradicionalmente coroados os reis franceses e Carlos VII é feito rei no dia 17 de julho de 1429 na catedral. Com isso, se renovam as esperanças do povo francês em libertar o país do domínio inglês.

No ano seguinte, Joana inicia a campanha militar e, após uma série de vitórias, tenta libertar a cidade Compiègne. Nesta batalha, contudo, Joana foi capturada, ferida e vendida aos Borguinhões, aliados dos ingleses. Após meses de julgamento, Joana foi interrogada acerca das vozes que alegava ouvir, bem como pelas suas vestes masculinas, sendo então declarada culpada de heresia. Foi condenada à fogueira, sendo queimada viva em 30 de maio de 1431, na Praça do Velho Mercado,em Rouen, no noroeste da França. Na época, a cidade encontrava-se sob domínio inglês. Anos mais tarde seria considerada inocente pelo Papa Calisto III, em 1456. Com isso, após sua morte e absolvição, o Papa Pio X realiza asua beatificação, em 1909 e, em nove de maio de 1920, é canonizada pelo Papa Bento XV. Por fim, no ano de 1922, Joana D’Arc foi declarada padroeira da França.

Friedrich Schiller, em 1801,  escreve sobre a vida desta mulher e Verdi  uma ópera em 1844.  E três Filmes: A Paixão de Joana d'Arc, de Carl
Dreyer (1928), Joana D'Arc, de Victor Fleming (1948) e Jona d’Arc de Luc Besson (1999).
 
 
 
BOM PROVEITO!
 
 
Exortai-vos cada dia uns aos outros,
até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).
 

Pág. 1/2